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E AS SUAS “CARTAS DA AMÉRICA”

 

O PE. XAVIER MADRUGA
E AS SUAS “CARTAS DA AMÉRICA”

         

Nos anos de 1947-49 esteve de visita, nos Estados Unidos da América do Norte, onde tinha familiares, o Pe. João Vieira XAVIER MADRUGA, natural desta vila e fundador (em S. Jorge, onde então paroquiava) do Semanário “O Dever”. Dali enviou semanalmente “Cartas da América” que foram publicadas no “seu jornal”.
No dizer de um ilustre escritor faialense, Florêncio Terra, palavras que se encontram transcritas no número especial de “O Dever”, de 5 de Novembro de 1955, “Xavier Madruga, pelo conhecimento que possui da língua, pelo altíssimo talento que Deus lhe deu, pelo brilho de expressão verbal ou escrita, é um escritor da maior distinção no meio açoriano e pode acrescentar-se afoitamente que no meio português. Artista da palavra falada, mas sobretudo da palavra escrita que ele domina com segurança, Xavier Madruga é honra indiscutível das letras açorianas ocidentais”.
Vem isto a propósito das “Cartas da América”.
São mais de uma centena. Tratam dos mais variados assuntos, desde a referência a imigrantes de vulto no Estado da Califórnia, até a uma análise, por vezes profunda, da política americana, no após guerra de  1939-45.
Decorridos alguns meses, após a publicação no jornal, o Núcleo Cultural da Horta solicitou ao Pe. X. Madruga a necessária autorização para editar em livro  as referidas cartas.
Sei que o Pe. Madruga não demorou a resposta. Concedendo a indispensável autorização, o mesmo será dizer que transferiu os direitos de publicidade ao NCH. Só impôs uma condição: não ter qualquer responsabilidade monetária. É pois o Núcleo que detêm os “direitos de autor” da publicação. Publicação que, até hoje, não foi concretizada, pela falta de meios financeiros do NCH, segundo me informou algumas vezes o fundador e, por vários anos seu Presidente, Monsenhor Júlio da Rosa.
Creio que sou um dos sócios fundadores do NCH. Recebo normalmente o respectivo Boletim que, ultimamente, tomou uma feição diferente, alargando a colaboração a Personalidades distintas. Mas, porque se trata de um organismo criado para a defesa da história e da cultura do antigo Distrito, não interessaria que desse um mais regular acolhimento aqueles que viveram por estas paragens?

          Louvável foi a publicação das “Posturas da Câmara Municipal da Horta”. Fez-se ressuscitar um documento histórico que servirá para uma analise dos hábitos e costumes do respectivo concelho, durante os séculos passados. Outros concelhos poderiam tomar idêntica iniciativa se lhes fosse proporcionada a necessária cobertura financeira, ao que suponho.
Hoje, porem, fico pelas “Cartas da América”, para lembrar que a oportunidade da publicação não passou. Importa fazê-la porque será um apreciável elemento de estudo e da própria história luso-americana. Tanta gente nossa que nelas é recordada...
          Julgo que o NCH está, actualmente, em condições de faze-lo. Pelo que me é dado saber, tem os meios necessários, material e em pessoal, para tirar do esquecimento – já se passou meio século! – tão importantes escritos.
Que eu saiba, poucos terão realizado um estudo tão profundo sobre os portugueses nos Estados Unidos como o notável jornalista e escritor, Xavier Madruga, uma personalidade que anda esquecida, apesar do seu nome ainda se encontrar no “cabeçalho” do “seu” jornal. Um jornal que ele fundou há 97 (noventa e sete anos) e que cedeu à Paróquia da sua naturalidade por uma quantia simbólica, para que jamais fosse extinto.
Mas isso é assunto para outra ocasião.

 

 

 

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